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Peso da Régua: 8 Lugares Espetaculares a não Perder!

Publicado por: Daniela Azevedo

Data de Publicação04 outubro 2018

Lugares a Não Perder na Régua - 1 Peso da Régua é um lugar magnífico: é rico em maravilhas naturais, património histórico e cativante paisagem. Por aqui há tanto para ver e fazer, o que torna difícil escolher onde gastar o seu precioso tempo.

Mas nós damos uma ajuda! Assim, fomos à procura dos lugares mais inesquecíveis no Douro que vai querer incluir no seu roteiro de viagem ao Douro!



Escolhemos o melhor que Peso da Régua tem para oferecer e tomámos nota dos oito principais destinos absolutamente imperdíveis. Umas férias de inteira satisfação estão à sua espera, numa localidade cujo nome tem a seguinte origem: Peso era a povoação original, desenvolvendo-se na encosta e correspondendo à parte alta da cidade atual; Régua, correspondendo à parte baixa da atual cidade e estendendo-se ao longo das margens do Douro, que cresceu com a chegada do comboio. A existência desta importante estação ferroviária (e do entreposto comercial do Vinho do Porto) deu notoriedade ao nome da Régua.

Nos dias de hoje, muitos são os turistas – portugueses e estrangeiros – que se aventuram por esta emblemática cidade, considerada o coração do Douro. E estes são os lugares que não pode mesmo perder! 

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A Régua é considerada o coração do douro

Galafura e Covelinhas – Miradouro de São Leonardo

A primeira proposta do nosso roteiro passa por uma visita à união das freguesias de Galafura e Covelinhas, onde se situa um dos miradouros mais bonitos de toda a região duriense, o miradouro de S. Leonardo, onde Miguel Torga “mergulhava” no rio.

Hoje em dia pode também tomar esse “banho de natureza” num local onde o Douro é o elemento constante de toda a enorme abrangência de paisagem que consegue ter deste ponto.

Se perguntar a algum habitante local informações sobre o miradouro, vai ouvir por resposta várias lendas e histórias, que só aumentam o encanto desta paragem. Aqui existiu um castro romano e nesta sua viagem vai deparar-se com poços romanos, alguns muito profundos.

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O Miradouro de São Leonardo de Galafura presenteia-nos com paisagens magníficas

Segundo uma das lendas, um rei mouro encantou a sua filha, com a seguinte fórmula: “Abre-te fraga, aqui fica minha filha até ao dia em que semearem linho sobre esta rocha, fizerem com ele uma toalha e sobre ela comerem um jantar”. Um pastor, ao ouvir isto, tratou de deitar terra sobre o fragão, semeou o linho e regou-o todos os dias. Do linho fez uma toalha e lá jantou. Mas, porque não soube empregar bem a fórmula, a menina para sempre lá ficou encantada.

Moura Morta – Ruínas e Monumentos

Eis um lugar de muita importância na região do Douro. Mais uma vez são as lendas que estão por detrás desta freguesia, cujo nome terá origem numa princesa moura, assassinada neste lugar pelos Templários, por se recusar a negar a sua fé e abraçar a fé cristã.

É possível que os Templários tenham estado em Moura Morta até 1319, altura em que D. Diniz, por ordem do Papa Clemente V, dissolveu a Ordem do Templo e a transformou em Ordem de Cristo.

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A freguesia de Moura Morta deve o seu nome à lenda da princesa Moura, que aqui terá sido assassinada

Situada nas encostas da serra do Marão, Moura Morta guarda ruínas da Casa da Ordem de Malta, bem como da Câmara e da Cadeia. Já mais longe da autoridade e poder que estas paragens recordam, também pode visitar a Igreja Matriz, a Casa da Comenda (século XVIII), a Ponte Medieval de Cavalar e o Cruzeiro centenário.

Godim – Vinhos da Casa Ferreirinha

Godim é uma das freguesias mais urbanas da região, com alguma abundância de comércio e serviços, mas com a vinha e o vinho a serem a imagem de marca da cidade.

Épocas diferentes da história do concelho estão aqui representadas, embora o desenvolvimento das vias de comunicação, indispensável a uma maior dinâmica económica da cidade, tenha marcado um outro passo, mais rápido, a Godim.

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Godim é uma das freguesias mais desenvolvidas do Douro

Nesta freguesia nasceu e morreu D. Antónia Adelaide Ferreira (conhecida por Ferreirinha). D. Antónia, que nasceu no concelho de Godim no ano de 1810, viveu a sua infância na Casa de Travassos, vindo a falecer em 1896 na Casa das Nogueiras. Dois anos depois da sua morte, foi criada a Companhia Agrícola dos Vinhos do Porto, mais conhecida por “Casa Ferreirinha”. Godim é um bom local para fazer uma prova de vinhos desta casa.

Estação Ferroviária da Régua

A visita à Régua fica ainda mais enriquecida com uma passagem pela Estação Ferroviária, onde o primeiro comboio chegou no dia 14 de julho de 1879.

Antes da construção dos caminhos-de-ferro, a região do Douro não tinha comunicações nada boas… o transporte por Barco Rabelo pelo Rio Douro era muito difícil e demorado (a viagem do Porto à Régua chegava a demorar 6 a 8 dias).

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A Estação da Régua é um dos principais pontos de passagem de muitos durienses e turistas que chegam à Região

Ainda no Século XIX, o empresário alemão Maximiliano Schreck foi autorizado a construir um caminho-de-ferro do tipo americano entre Vila Real, Régua, Lamego e Viseu. Em setembro de 1905, já tinha sido elaborado e apresentado ao Conselho Superior de Obras Públicas um plano para a ampliação desta estação, de forma a se acolher tanto a Linha do Corgo, então em construção, como a planeada Linha de Régua a Vila Franca das Naves. A primeira secção da Linha do Corgo, entre a Régua e Vila Real, foi aberta à exploração em 12 de maio de 1906.

O facto de ser o ponto de entroncamento de duas linhas ferroviárias, e de se cruzarem aqui várias estradas, tornou a localidade da Régua num importante centro de comunicações entre as regiões da Beira e de Trás-os-Montes. A estação também se assumiu como um importante centro de transporte do Vinho do Porto. Em abril de 1935, a estação foi novamente ampliada.

O troço da Linha do Corgo entre a Régua e Vila Real foi encerrado pela Rede Ferroviária Nacional a 25 de março de 2009.

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Aqui é possível ver ainda algumas máquinas de tracção a vapor

Há algumas máquinas de tração a vapor que se encontram abandonadas nesta estação e que atraem muitos curiosos para lhes tirarem fotografias.

Poiares – Referências Religiosas

Poiares é uma povoação do concelho de Peso da Régua tão antiga que se desconhece, com pormenor, a data da sua fundação. Sabe-se que foi a Ordem do Templo que a instituiu e que as referências religiosas são muitas.

Em Poiares, vale a pena usar o seu tempo numa visita à Casa da Comenda, à Igreja Matriz, à Capela de Santa Bárbara e à Capela de Nossa Senhora da Graça, junto ao cruzeiro. Com a criação da diocese de Vila Real em 1924, o Seminário local passou a ser um Instituto Missionário e nele recebiam educação e instrução alunos do curso preparatório, que aspiravam ao apostolado missionário nas terras ultramarinas do Império Português.

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Poiares é muito conhecida pelas suas referências religiosas

A vinha é parte integrante da paisagem de Poiares.

Vilarinho de Freires – Rio Tanha e vinhas

Vilarinho de Freires é uma das freguesias mais antigas do concelho de Peso da Régua. Antes de Portugal ser constituído enquanto nação independente, já Vilarinho de Freires tinha sido fundada, começando, no entanto, por integrar o concelho de Santa Marta de Penaguião.

Vilarinho de Freires é atravessada pelo rio Tanha que, não muito longe, se encontra com o Corgo. Numa encosta de terras férteis em vinha e oliveira, é um lugar tranquilo, de características muito rurais. O Tanha é outro motivo de interesse na visita a Vilarinho de Freires, onde desagua. O rio corre junto a cerca de 60 moinhos de água, quase todos abandonados e possui dezenas de levadas, apresentando algumas espécies da fauna e flora em vias de extinção. Com algum tempo passado à beira rio, vai conseguir avistá-las.

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Vilarinho de Freires é uma das freguesias mais antigas da Régua

A visita a esta freguesia também se destaca pela paisagem dominada pela vinha. Mesmo assim, tem a Igreja Matriz erguida em homenagem à padroeira, Nossa Senhora das Neves, a Capela Quinta da Ponte, a Casa Grande e a Casa da Carranca para apreciar.

Museu do Douro

O Museu do Douro foi inaugurado em 2008 na Régua e nele pode ver o resultado do seu objetivo inicial de reunir, conservar, documentar, identificar, investigar, preservar e exibir todas as fontes históricas e antropológicas, espirituais e materiais do património cultural e natural da região do Douro.

O museu está instalado na Casa da Companhia (antigas instalações da Real Companhia Velha) e nele ainda pode usufruir de um bar de vinhos com vista para o Douro, um restaurante e uma loja. Funciona diariamente entre as 10h00 e as 18h00, pelo que pode agendar a sua visita para quando lhe der mais jeito.

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No Museu do Douro é possível aprender mais sobre a Região e as suas tradições

Cruzeiro Régua - Porto - Régua (Descida de Barco)

A fechar, a proposta de fazer um cruzeiro que tem como ponto de partida e chegada a Régua. Temos para lhe propor o passeio vai até à encantadora cidade do Porto, percorrendo um dos troços mais bonitos e elegantes do Rio Douro e que inclui, ainda, a descida da Barragem do Carrapatelo (desnível 35m) e descida da Barragem de Crestuma-Lever (desnível 14m). De referir que o Cais da Régua é de acesso público e também um bonito local para esperar por nós.