10 Factos Incríveis Sobre o Douro que a Maioria Desconhece

História e Curiosidades

2017-05-26

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Tem a certeza que sabe tudo sobre o Douro? Nós descobrimos 10 curiosidades durienses que a maioria dos portugueses desconhece. Prepare-se porque está prestes a por à prova os seus conhecimentos. É, realmente, um grande conhecedor da Região do Vale do Douro?

O Douro está na moda e é falado nos quatro cantos do mundo. Cheio de peculiaridades, curiosidades e segredos, é um dos tesouros mais orgulhosos dos Portugueses. Com artigos, fotografias e notícias a sair diariamente sobre a Região, é impossível não conhecer já minimamente a beleza única das incríveis paisagens durienses.

 

No entanto, há certos mistérios que rodeiam o Vale do Douro, que até o mais conhecedor da Região pode não conhecer. Nós fomos fazer uma pesquisa e encontrámos os 10 factos durienses que a maioria dos Portugueses desconhecer!

 

Não acredita? Então prepara-se e descubra se conhece bem a Região do Douro:

 

1 – Reza a História que D. Antónia Adelaide Ferreira, uma das maiores proprietárias vinhateiras do Douro, também conhecida como “A Ferreirinha”, salvou-se de um trágico acidente de Barco Rabelo, uma vez que as grandes saias de balão que então vestia a fizeram flutuar até à margem do Rio Douro. Esse acidente ocorreu em 1861 quando a embarcação se virou no Cachão da Valeira. Aliás, a bordo seguia igualmente o conhecido Barão de Forrester que não teve a mesma sorte. Foi arrastado para o fundo do Rio Douro devido ao grande cinto de cabedal que sempre envergava atulhado de libras de ouro. Diz-se, também, que nesse dia teria calçado grande botas pretas, que chegavam ao cimo da anca, e tudo seria ouro escondido. O seu corpo perdeu-se no rio e nunca mais foi encontrado.

 

2 – Ao todo, são aproximadamente 33 mil viticultores no Douro. Contudo, a maior parte dessas pessoas só tem 1 hectare de vinha e o proprietário vende as uvas para cooperativas e outras empresas produtoras de vinho.

 

3 – A pedra predominante na região do Douro é o xisto, uma rocha metamórfica fortemente laminada. Esta caraterística é comumente conhecida. Contudo, poucas pessoas sabem que é um dos principais fatores para a produção de vinhos mundialmente apreciados. Sendo rico em nutrientes, este solo tem, também, a útil propriedade de retenção de água. Esta pedra consegue reter uma determinada quantidade de humidade suficiente para permitir à videira sobreviver nas condições áridas que prevalecem na maior parte do Verão.

 

 

O xisto é a rocha predominante do Douro e tem particularidades únicas

 

 

4 – A maioria dos Vinhos do Porto e Douro são blend, ou seja, misturam diversas castas, entre doces e ácidas, para encontrar um (perfeito) equilíbrio.

 

5 – O Douro e o Vinho do Porto são ricos em rituais que são autênticos espetáculos dignos de se ver. Um desses rituais é a abertura a fogo de uma garrafa antiga de Vinho do Porto Vintage, usando uma tenaz. Porquê? Bem, esta técnica começou a ser utilizada com os vinhos mais antigos da Região do Douro. Já imaginou o estado em que deve estar a rolha após largas décadas de envelhecimento do vinho numa garrafa? Pois é… Alguém teve de inventar uma técnica eficaz pois corria o risco da rolha se desfazer com a abertura comum, acabando por contaminar o requintado (e envelhecidíssimo) néctar (lembre-se que algumas garrafas podem mesmo custar milhares de euros). Esta técnica é realizada, normalmente, por um sommelier experiente e utilizada em garrafas da década de 80 para trás. Após a abertura da garrafa de Vinho do Porto, o seu conteúdo deve ser consumido rapidamente (mas isso nem precisaria de ser lembrado!).

 

O espectáculo da abertura de uma garrafa de Vinho do Porto Vintage é um ritual muito peculiar

 

 

6 – A Região do Douro é a mais antiga Região Demarcada do mundo. Este registo tem origem na delimitação territorial de 1756, ordenada pelo célebre Marquês de Pombal, data da primeira demarcação das “Vinhas do Alto Douro”, que definiu mundialmente o primeiro modelo institucional de organização de uma região vinícola. Depois desta, muitas outras seguiram o exemplo. Esta delimitação permitia, assim, garantir a qualidade e autenticidade dos vinhos do Vale do Douro.

 

7 – Na região encontram-se vestígios de fixação humana inscritos em xisto. Estes vestígios podem ser encontrados em cerca de 500 rochas do Vale do Côa, sendo considerados as primeiras grandes manifestações artísticas conhecidas e constituindo-se como o maior conjunto Mundial de arte Paleolítica de ar livre. Foi declarado Património Mundial em 1998. Esta região concentra, ainda, abundantes vestígios do Neolítico à Idade do Ferro como monumentos megalíticos, esculturas zoomórficas e pinturas rupestres.

 

As figuras do Côa são mundialmente famosas.

 

 

8 – “Surriba”, sabe o que significa? É uma técnica agrícola através da qual se escava a terra para a amaciar. A maior manifestação desta técnica encontra-se no Douro e nos seus famosos socalcos. O Homem desde sempre sentiu necessidade de desbravar a terra duriense para a correta plantação de videiras. Os socalcos não são, assim, obra da Natureza, mas resultado perfeito da harmonia entre o suor do trabalho e as paisagens naturais. Desta forma, a limpeza e regularização do terreno permite criar condições favoráveis ao crescimento de vides, permitido a fixação das raízes e da água, mantendo a temperatura constante, e evitando a erosão.

 

Os socalcos feitos pelo Homem e encaixam perfeitamente na beleza da Natureza

 

9 – São aproximadamente 100 as castas certificadas pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto – IVDP para a produção de vinhos do Douro e Porto.

 

10 – A “Croça”, apesar de ter passado de moda, era muito utilizada antigamente. Esta era uma espécie de capa protetora, um autêntico abrigo de palha, usada pelos podadores de vinha nos dias frios e chuvosos de Inverno. É constituída por várias camadas de palha e muitas vezes utilizada com chapéu, igualmente, de palha.

 

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