Os 7 Melhores Lugares no Douro para Descansar na Primavera

A Região

2018-03-29

rio-douro
Desta vez, e porque a primavera já está aí, propomos-lhe uma viagem entre o Porto e Barca d’Alva, que inclui descobrir sete locais pouco conhecidos na região, mas que refletem tão bem a beleza e a cultura durienses. Hoje desvendamos todos os mistérios: estas são as sugestões que o Douro escondido tem para lhe propor.

Com a chegada da Primavera, do tempo quente e dos dias mais longos, nada melhor do que uma pausa para descansar. Mas não um daqueles “retiros” normais. Propomos que faça algo diferente, que não só o deslumbre, como o faça renovar energias e enfrentar com espírito revigorado os dias que faltam até ao Verão.

 

Assim, para à descoberta de um Douro “desconhecido”. Desligue-se das rotas mais populares, percorra os trilhos mais alternativa e conheça alguns dos tesouros mais bem escondidos da região. Nós desvendamos-lhe agora algumas dessas misteriosas belezas naturais.

 

Soalhães

 

Soalhães é uma freguesia do concelho de Marco de Canaveses, com pouco mais de três mil habitantes.

 

Foi vila e sede de concelho até meados do século XIX, pelo que ainda encontra ainda alguns sinais desta época. A título de curiosidade, saiba que “O Crime da Aldeia Velha”, obra teatral de Bernardo Santareno, é inspirada numa história passada nesta bonita aldeia.

 

Aqui, o ponto de visita obrigatória é a igreja de São Martinho de Soalhães. Contudo, é importante frisar que as visitas só se realizam mediante marcação.

 

As origens desta Igreja remontam ao século IX. Apesar do peso histórico que adquiriu na Idade Média, a atual estrutura da Igreja de Soalhães denota poucos vestígios desses tempos, tendo sido bastante alterada em épocas posteriores, mudanças essas sempre acompanhadas de alguma polémica. A igreja apresenta traços medievais e românicos. Ainda assim, os painéis do século XVIII, apresentam cenas barrocas como grinaldas de flores e de frutos.

 

 

Santa Marta de Penaguião

 

Santa Marta de Penaguião é uma vila do distrito de Vila Real que fica no coração de alguns dos mais deslumbrantes locais da Região do Douro: a norte e leste é limitada pelo município de Vila Real, a sul pelo Peso da Régua e a oeste por Amarante. É a terra onde menos se consome energia elétrica no país, o que lhe dará uma bela ideia da ruralidade e paz que aqui vai encontrar.

 

Foi em 1775 que Santa Marta de Penaguião foi elevada à categoria de vila.

 

Em termos nacionais, é o terceiro local com maior fatia da população a trabalhar no setor primário. A terra é, portanto, de fulcral importância nesta zona, o que também pode justificar a sua baixa densidade populacional. Todos se conhecem na rua. A si, vão dar-lhe os bons dias também e, com simpático sorriso afável, vão contar-lhe histórias antigas da vida por estas bandas. Há aqui três hotéis: qualquer um deles oferece uma vista deslumbrante para as vinhas do Douro.

 

 

Adoufe

 

Adoufe faz parte do concelho de Vila Real. Situada na margem direita do Rio Corgo, a aldeia está ligada à criação de Vila Real, uma vez que D. Dinis ordenou a permuta de várias terras para a definição do município da vila que queria fundar. Assim, cedeu à Igreja propriedades que tinha em Adoufe, recebendo em troca terras situadas em Vilalva.

 

Em Adoufe vai encontrar algumas pessoas calmamente sentadas em banquinhos de pedra à porta de suas casas. O que estão a ver? O tempo a passar e a desfrutar de uma brisa tão pura que já é rara nos dias de hoje.

 

E se a Arqueologia sempre esteve entre as suas áreas de interesse, não pode deixar de visitar em Adoufe as gravuras rupestres da Mão do Homem, também designadas por Penedo da Mão do Homem. Trata-se de um conjunto de gravuras rupestres num bloco granítico situado no cimo de um pequeno outeiro sobranceiro ao rio de Soutelo, entre as serras do Alvão e da Padrela.

 

 

Folhadela

 

Folhadela é uma freguesia do concelho de Vila Real. Nela fica situado o Aeródromo de Vila Real e grande parte do campus da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), o que lhe confere características semiurbanas.

 

Em Folhadela a paragem deve incluir uma entrada na igreja matriz, cuja construção remonta ao século XV e mantém, nos dias de hoje, a sua traça inicial. Estando situada na região do Douro, claro que Folhadela também tem vinhas, embora de menor dimensão.

 

E a deliciosa gastronomia por aqui assenta muito em carnes e… mal passadas!

 

Carrazeda de Ansiães

 

Carrazeda de Ansiães é uma vila inserida na sub-região do Douro, com menos de dois mil habitantes.

 

A vila é muito histórica e tem orgulho no seu passado. Tanto assim é que pode e deve visitar as suas ruínas, a sul da atual sede concelhia, situadas no alto de uma colina, perto da aldeia de Lavandeira. Fotografias bonitas também se recomendam junto à sua fonte do Chafariz do século XVIII.

 

Em 1736 foi construída a Casa da Câmara que corresponde atualmente ao edifício onde se encontra instalada a Biblioteca Municipal. Vale muito a pena uma visita.

 

Carrazeda de Ansiães também se orgulha dos petiscos que apresenta. Se é apreciador de bons manjares, aqui vai deleitar-se com pratos bem recheados e em grandes quantidades (normalmente carne de porco assada na brasa), bom vinho de consumo ou o digestivo, “vinho tratado”, fabricado e envelhecido em cascos de carvalho. O fumeiro local também reina em qualidade e paladar, destacando-se entre os mais apreciados o presunto, o salpicão e o chouriço de carne.

 

Fornos de Algodres

 

Fornos de Algodres é uma vila que pertence ao Distrito da Guarda.

 

Também aqui os vestígios históricos são muitos, tal como o Dólmen, que merece uma visita, na freguesia de Matança, ou a capela de Nossa Senhora do Carmo. Uma vez mais, o silêncio reina por estas bandas e a tranquilidade é a nota dominante. O Castro de Santiago, a Fraga da Pena, os troços da calçada e pontes romanas remetem todos para esse património histórico.

 

Este dólmen pode ser encontrado na freguesia de Matança, em Fornos de Algodres

 

 

Muxagata

 

Muxagata é uma freguesia do concelho de Fornos de Algodres. Com cinco mil anos de história, Muxagata tem ficado particularmente conhecida pelos passeios pedestres fora do comum que proporciona. Incomuns porquê? Porque não passam, nem um centímetro, fora de zonas onde não haja natureza: paisagens únicas, sons inesquecíveis (silêncio que se ouve) e ar puro.

 

Se tropeçar tenha tento na língua! É que os habitantes desta localidade são reconhecidos por não dizerem palavrões.

 

E agora que já lhe desvendámos alguns dos lugares mais escondidos na região do Douro… e qual tal um belo passeio? Faça uma pausa na sua rotina e, com um grupo de amigos, recarregue energias e respire o ar bem puro. Vai fazer milagres ao corpo e à mente. E a nossa experiente equipa, que conta com mais de 10 anos na organização de viagens pela região, pode organizar-lhe o melhor roteiro, de forma a conhecer um “outro” e magnífico Douro.

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