Património Mundial da UNESCO Espalhado pelo Douro

A Região

2018-01-18

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Não importa a sua origem, onde vive, quem ama ou aquilo em que acredita. Quando a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO cria um instrumento legal para determinar a preservação dos patrimónios históricos e naturais do vale do Douro e da região do Douro, é caso para considerar seriamente uma visita a estas paragens e paisagens. Neste artigo, falamos-lhe sobre estes belos locais que valem um bom e agradável passeio!

Celebre-se a vida, a beleza e a diversidade dos locais a que a UNESCO atribuiu particular atenção na região do Douro. São lugares únicos, protegidos, que conservam em si uma beleza ímpar que não só merece ser visitada, como merece ser eternizada.

 

Mas falemos um pouco mais sobre estes tesouros escondidos em terras durienses…

 

 

As Paisagens do Vale do Douro

 

Em 2001, a UNESCO classificou como Património Mundial 24 600 hectares do Alto Douro Vinhateiro, repartidos por 13 concelhos: Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Alijó, Sabrosa, Murça, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Lamego, Armamar, Tabuaço, S. João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa.

 

O Rio Douro oferece paisagens tão fabulosas que ficam cravadas na memória de quem as vislumbra. O clima especial – um microclima próprio devido à cadeia montanhosa que o protege da influência do Oceano Atlântico – garante-lhe as condições essenciais para a produção do mundialmente afamado Vinho do Porto e tornam as paisagens ainda mais belas, imponentes e de cortar a respiração, em qualquer estação do ano.

 

 

As paisagens do Douro são incríveis, criando memórias inesquecíveis

 

 

Mas não foi a Natureza a único responsável para formação de tais paisagens únicas. Também o povo duriense muito contribui para a sua fama e magnitude. As margens íngremes do Vale do Douro foram moldadas pelo Homem ao longo dos anos, permitindo-lhe a plantação de vinhas, espalhadas em agradáveis e originais socalcos, em autênticas varandas viradas para o sol.

 

E esta dualidade entre o que meio ambiente naturalmente oferece e o que a árduo trabalho do Homem conseguiu fazer é o que torna a paisagem do Vale do Douro tão única. Tudo isto, claro, não passou despercebido e fez a UNESCO classificar esta região como Património Mundial da Humanidade. Por isso, toda esta região pede uma visita calma, com tempo, de carro, barco ou comboio. Além do regalo para os olhos, os socalcos têm a função de evitar a erosão das terras.

 

O trabalho vinhateiro do povo duriense, muito contribuiu para as idílicas paisagens do Douro

 

 

O Magnífico Vale do Côa

 

A UNESCO também atribuiu particular destaque ao Vale do Côa, considerado Património da Humanidade em 1998, como “o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre”. É chamado de galeria ao ar livre, o que ajuda bem a perceber o encanto de mais uma Região do Douro. Aqui podemos testemunhar a arte primitiva dos nossos antepassados, por um lado, e podemos ainda apreciar mais um conjunto de belas paisagens que vestem o Rio Côa, afluente do Douro.

 

Este sítio arqueológico divide-se em dois eixos fluviais principais: 30 quilómetros ao longo do rio Côa – Faia, Penascosa, Quinta da Barca, Ribeira de Piscos e Canada do Inferno – e 15 quilómetros pelas margens do Rio Douro – Fonte Fireira, Broeira, Foz do Côa, Vermelhosa, Vale de José Esteves e Vale de Cabrões.

 

 

As gravuras do Vale do Côa permitem reviver a história dos nossos antepassados

 

 

Os dois sítios pré-históricos de arte rupestre no Vale do Côa (Portugal) e Siega Verde (Espanha) estão localizados nas margens dos rios Águeda e Côa, afluentes do Rio Douro. A atividade humana desde o fim do Paleolítico (10 mil anos antes de Cristo) está representada naquelas paredes de xisto com figuras de milhares de animais como cavalos, bois, cabras e veados, mas também por representações humanas de caçadores. Os últimos “escritores” do sítio arqueológico terão sido os moleiros já no século XX.

 

 

Centro Histórico do Porto

 

O centro histórico do Porto, já na zona onde o Rio Douro encontra o mar, também foi classificado pela UNESCO enquanto “a área do burgo medieval limitada pelas muralhas do século XIV”, em 1996.

 

Foi o reconhecimento do excecional valor cultural, patrimonial e paisagístico da parte mais antiga da Invicta, bem como das caraterísticas únicas do tecido urbano da cidade e da sua população. E são 4 as freguesias abrangidas pela classificação: Miragaia, São Nicolau, Sé e Vitória.

 

 

No centro histórico do Porto encontra-se os monumentos mais encantadores. Simplesmente mágico!

 

 

E num passeio pela Baixa da cidade do Porto, destacamos a zona ribeirinha. De cariz tradicional, com a sua doce e caricata população envelhecida e estreitas ruas seculares, merece uma visita e uma descoberta a pé. O Rio Douro está sempre presente e não faltam convites para entrar num típico barco.

 

No limite da área classificada como Património Mundial, o Passeio das Virtudes é um miradouro com vista privilegiada sobre o Rio Douro e as pontes que daqui tão bem se veem. A paragem torna-se inesquecível se a fizer num pôr-do-sol em dias quentes, com um livro ou bebida na mão. Será a melhor forma de descansar depois de um belíssimo passeio a pé.

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