Descubra a Gastronomia Típica Duriense na Época Natalícia

Dicas e Sugestões

2019-12-24

Gastronomia típica duriense
Ao decidir fazer uma viagem pelo Douro, convém deixar-se levar também numa viagem pelos sabores e aromas da gastronomia duriense, especialmente, nesta quadra do Natal. Salgados, doces, entradas e sobremesas, tudo está devidamente contemplado na Gastronomia Típica Duriense. Venha descobri-la.

Às melhores experiências associam-se os melhores manjares, por isso, se este ano decidiu fazer um Natal diferente e aproveitar esta quadra para descobrir a região do Douro, saiba que, além das paisagens que ganham uma magia especial com a névoa natalícia, há também um roteiro gastronómico muito característico do Natal a que não se deve esquivar.

Armados nas igrejas, expostos à admiração e culto dos povos, os presépios são um grande atrativo nas casas e lojas da região do Douro. O Pai Natal é uma figura mais secundária nesta região de Portugal.

No Pocinho, o almoço de 25 de Dezembro, além da família, costuma contemplar os mais idosos, vizinhos ou amigos, para garantir que ninguém passa o dia de Natal sozinho, depois da eucaristia. Também há lembranças para os mais idosos e doces (claro!). É frequente organizaram-se pequenos grupos e ouvirem-se cânticos de Natal durante a tarde, antes do sol se pôr.

Mas recuando à noite da Consoada, esta é das mais importantes para os portugueses de norte a sul do país. O Natal duriense não é diferente e, à mesa, aposta no bacalhau ou no polvo cozido, ambos servidos com ovo, batata e couve portuguesa.

Para quem é fiel à Missa do Galo, o vinho quente ajuda a aquecer numa noite que, por tradição e mistério católico, é das mais frias do ano.

Peru assado, leitão, borrego ou porco, são obrigatórios à mesa do almoço de 25 de dezembro. A entrada inclui frutos secos e, para os que ainda não recuperaram da Missa do Galo, há canja de galinha. Os torresmos são outro pitéu com carne de porco em pedaços e que, à boa moda da gastronomia do Douro, são regados com vinho verde duriense, vinagre e limão.

Migas doces, rabanadas e filhós, são para consumir à sobremesa e, porque não, pela tarde fora. Nesta época ninguém pensa em dietas, por isso, não diga que não se estes doces lhe forem servidos com calda de açúcar, acompanhados por aletria.

Noutras ceias, é bem provável que encontre os doces conventuais de Amarante, designadamente as Lérias, os Amarantinos e os Papos de Anjo.

As deliciosas Cavacas de Resende são um doce tradicional duriense.

Ainda que não sejam típicas do Natal, as Cavacas de Resende também não costumam faltar às mesas durienses. Ao contrário dos doces conventuais, que resultam de várias horas de dedicação na cozinha, as Cavacas de Resende são confecionadas com apenas três ingredientes: ovos, farinha e açúcar. O seu fabrico continua a ser artesanal em oito casas da região de Resende e utilizam‑se ovos muito frescos que provêm das quintas das redondezas. Estas cavacas são amassadas num aparelho artesanal movido à mão e que é conhecido por “banco”. As cavacas comem‑se a qualquer hora do dia, acompanhadas de um bom cálice de vinho do Porto.

Já está a salivar? Então venha daí passar um Natal diferente e inspire-se com as tradições gastronómicas do Natal tipicamente português.

Daniela Azevedo

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Daniela Azevedo

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